segunda-feira, 5 de março de 2012

É o fim

 Quem diria que um coração tão pequeno conseguiria conter tanta emoção ao mesmo tempo. Partilhar um só mesmo segundo com carinho, chama, preocupação, com um pilar e com um ferro feito de um creme de um cheirar imensamente agradável.
 Quem diria... Tanto esperei, e tanto confiei. Confiei palavras, confiei olhares, confiei segredos, confiei com fé...  Fé que tem sido abalada pelo contraste das circunstâncias, fé que crê mais no que vê do que no que sente.
Sentindo que a imaginação foi criatividade de uma ilusão que  o que tanto guardava a punho forte não passava de água no estado líquido.
Água que escorre pelas mãos e pela rosada maçã do rosto de um poeta.
Poeta que procura um poema mas só encontra um desabafo, poeta que não sabe mais o que dizer a não ser , é o fim.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Num café


Estou num café.
Tem internet gratuita.
Estou sem imaginção.
A comer fimabre no pão.

Estou a correr.
Sentada numa cadeira.
Cansada.
Porque elas me fogem...

Viraram na primeira esquina.
E eu fui atrás.
Contornaram a rotunda.
Com flores rosas e lilás.


Dentro de mim
Nasceu uma vontade de conseguir
E quando cheguei perto das palavras
O meu coração consegui abrir.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Nasci antes de mim


Não há sorriso sem alegria
Não há festa sem euforia
Não há dor sem ferida
Não há subida sem descida

Não tenho voz sem palavras
Não tenho rima sem quadras
Não tenho música sem som
Mas nem tudo o que se quer, é bom.

Porque o hoje já foi "amanhã"
E porque o ontem ja foi "futuro"
Tal como hoje posso ser meigo
Amanha posso ser duro

Sou feliz porque sou
Estou triste, porque alguém me magoou
Sou homem porque cresci
Sou história sobre vivi

Mas como tudo tem dois lados
E os mesmos têm um fim
Posso ser esquecido antes da morte
Ou até nascer antes de mim.

quarta-feira, 17 de março de 2010

a verdade basta

Nao é o esperar que me cansa, não. Nem a agitação do meu dia-a-dia. Nem o trabalho. Nem as obrigações. Mas a verdade. A distãncia da Verdade.
A longitude a que me levas, para que ela possa estar diante de mim. Para que eu a não possa ver, e fazer-te confrontá-la. Eu dizia que as palavras não bastavam. Persistia em informar-te que um advogado sem provas tem chances escaças. Mas direito, não era o que pretendias. Justiça era o que para ti nao existia.
Engano. Foi sim, uma venda que me colocas-te, e com os teus lábios me beijas-te, fazendo assim com que me pudesses levar para esta ilha tão distante da realidade. Bastava uma palavra, sincera, e o meu peito se orgulharia de ti...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Cleves Márcio de Souza

Por mais que o número de gotas salgadas escorrendo pelo meu rosto aumento, eu sei que tenho que me conformar.
No entanto, nunca irei me esquecer de todos os nossos momentos.
   As nossas aventuras e bagunças.

          Apenas o seu físico se foi, mais sei que se precisar de algo, as memórias que você deixou me ajudarão.


    Cleves Márcio de Souza

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Oração.

 -  Eu venho simplesmente te pedir, para renovar tudo o que em mim se encontra.
Eu errei, sim. E é por isso que há um grito em mim que clama por perdão.

Sei que és capaz. Então, porfavor, elimina essa angústia, esse túnel que há no meu orgão vital como se uma bala o tivesse transpassado amargamente.

 Aqueles olhares em cima do meu ser levam-me a um posso, fundo, vazio, escuro e perpétuo de culpa.

   - Muda-me.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

É simples..

Se eu mesma terei um fim, porque é que meras ilusões obtidas a que desiganava amor e paixão não teriam?